“É um claro desmonte da Caixa, essa tática é usada há tempos pelos neoliberais, primeiro eles enfraquecem a empresa pública ao máximo, para depois privatiza-la, com a justificativa de que é a melhor saída para o governo”, explicou Sérgio Takemoto, secretário de Finanças da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
Além disso, a Caixa está recorrendo na Justiça sobre a convocação de 2 mil aprovados em concursos públicos. De acordo com o presidente do banco, haverá ainda a reestruturação das áreas da Caixa, com a participação das vice-presidências no processo.
Ele também anunciou que a Caixa está negociando com o governo federal mudanças no Saúde Caixa, plano de saúde que atende cerca de 250 mil pessoas, entre empregados, dependentes e aposentados. Em janeiro, a Caixa já tinha reajustado o valor das mensalidades pagas pelos empregados referente ao plano, de 2 para 3,46% do salário e o percentual de coparticipação de 20 para 30%, além do limite de coparticipação anual subir de R$ 2,4 mil para R$ 4,2 mil reais.
As medidas foram suspensas por uma liminar da Justiça do Trabalho de Brasília após ação da Contraf-CUT e dos sindicatos, que destacam que a mudança nas condições do plano fere os direitos adquiridos.
“Para reverter os ataques aos empregados e ao banco público, a única saída é a mobilização da classe trabalhadora. Nós precisamos nos unir e mostrar que estamos atentos a toda essa tentativa de desmonte. A Caixa é e sempre será 100% Pública”, completou Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Juventude da Contraf-CUT e empregada da Caixa.
Números precisam ser explicados
A direção da Caixa também precisa explicar os números apresentados de que o banco teve lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no ano passado. Trata-se de queda de 41,8% em relação a 2015. No ano passado, também de acordo com o balanço, a Caixa injetou R$ 712,5 bilhões na economia brasileira.
Em setembro, quando o lucro acumulado era de R$ 3,4 bilhões, projetava-se fechar o ano com quase R$ 7 bilhões. No balanço, a Caixa destaca a melhoria do resultado operacional, da margem financeira e da carteira de crédito, bem como a queda do índice de inadimplência.