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Medidas praticadas por Bolsonaro pioram a cada dia a vida dos trabalhadores

 11/7/2019

Bancários estiveram reunidos para analisar a situação dos funcionários do setor. Ofensiva do governo contra a classe trabalhadora e contra os serviços públicos estão levando o país ao caos social

 

Integrantes da direção da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC) e também dirigentes dos sindicatos filiados estiveram reunidos nesta quarta-feira, em Criciúma, para analisar e debater ações relacionadas ao dia a dia dos bancários, na atual conjuntura estadual e nacional. Na pauta, a precarização das condições de trabalho, as ações do movimento em defesa da Soberania Nacional e das empresas públicas e a realização do Congresso Extraordinário da Federação, que acontece em dezembro.

 

Na avaliação do secretário geral da Fetrafi-SC, Jacir Zimmer, os bancários exercem papel fundamental no enfrentamento às medidas que estão sendo praticadas pelo governo Bolsonaro, por meio do ministro Paulo Guedes. São ações, diz ele, que atendem aos interesses do capital, a partir da retirada de direitos dos trabalhadores, demonstrando claramente que o único objetivo é não mexer nos privilégios dos ricos e poderosos.

 

“Não há a menor preocupação desse governo com a questão social, com os trabalhadores brasileiros, com quem mais precisa. A cada dia direitos são retirados, medidas atrapalhadas são apresentadas. Enquanto isso, o país afundando numa crise política, econômica e social sem precedentes”.

 

Durante o encontro, bancários de diversas regiões, representando seus respectivos sindicatos, puderam expor as situações que estão enfrentando nas unidades de trabalho. Casos que vão desde remoções compulsórias até situações de assédio moral, com metas abusivas, inatingíveis, humilhações em diferentes formas. Isso tudo está causando o adoecimento dos trabalhadores, já que os banqueiros e as direções dessas organizações consideram o funcionário como um gasto a ser enxugado, reduzido, usado de todas as formas para aumentar o lucro da instituição.

 

“O governo Bolsonaro quer acabar com os serviços públicos, com as empresas públicas. A estratégia é fazer isso aos poucos, mas abrindo espaço para as privatizações. Porém, antes disso, ele quer destruir o trabalhador para que não tenha força de se defender”, disse Jacir, alertando que a categoria necessita se manter unida e organizada. “O caminho aponta para um cenário cada vez pior para os trabalhadores. Se não houver sentimento de coletividade, todos perderão, os que lutaram e os que não lutaram. A diferença é que aqueles que fizerem o enfrentamento não poderão ser responsabilizados pelo caos social que tomará conta do país”.

 

Durante o encontro também foi ressaltada a importância de responder o questionário do 3º Censo da Diversidade da Febraban. O objetivo é fazer um diagnóstico sobre a questão da diversidade, dando subsídios para entender a valorizar as diferenças. Responda aqui.

 


Já no dia 18 de novembro, às 18h, será realizada mais uma audiência pública em Defesa da Soberania Nacional e das empresas públicas. O encontro acontece no auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

 

FONTE: fetrafsc, Com informações adicionais, Contraf-CUT